Artigos da Paróquia de São Pedro

Apostila Formação Catequistas 2007

Publicado em 17/02/07

PARÓQUIA SÃO PEDRO

FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS – 2007

TERÇA-FEIRA

FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS – A  MISSÃO

- Oração inicial
- Dinâmica

1- A missão é o serviço que as pessoas são chamadas a realizar. E o principal é continuar a missão de Jesus : o anuncio do reino do pai, do reino de Deus missão as vezes difícil para ele sempre consegue com a sua companhia a concórdia.

“ Eis que estou convosco todos os dias, ate o fim do mundo (MT 28,20)”

A) Missão de Jesus : É unidade para    -Libertar todos do pecado
                                                               -Salvar
                                                               -Transmitir e mostrar a todos o   
                                                                 amor de Deus Pai.


* Assumir a missão é também ser profeta.
“ Eu vim para que todos tenham vida “(Jo 10,10)
“ Fazer a vontade do Pai é o meu alimento” (Jo 3,34)

B) Missão do catequista:
- Nos envia na missão para realizar seu plano de salvação.
- Essa missão muitas vezes pode ser difícil de cumprir.
- Missão nasce de duas paixões: - zelo pelo projeto do Pai
                                                        - solidariedade com o povo necessitado        


* Assumir a missão é ser fermento, sal, luz na sociedade em que vivemos.

2) Tarefas fundamentais da catequese

A) Conhecer: a fé que ilumina a vida é compromisso do testemunho cristão
B) celebrar: a comunhão com, Jesus através da Eucaristia.
C) Viver: ser discípulo, seguir as pegadas do mestre.


D) Contemplar:    -a confiança filial
                             -a sua glória
                             -o Louvor
                             -o agradecimento e a súplica

*Quando a catequese é permeada por um clima de oração, o aprendizado de toda a vida cristã alcança a sua profundidade (D.G.C. 85)

3-Critérios Gerais:
A) Que seja inserido na comunidade eclesial em que vai atuar
B) Que tenha a vivência pessoal e comunitária da fé
C) Que tenha consciência que foi chamada por Deus para o ministério na comunidade
D) Que saiba da importância deste ministério

4- Para ser um bom catequista:
A)Procure ser:
-Simples (capaz de acolher a todos)
-Atencioso (Escutar a necessidade dos catequistas)
-Acessível  (Fácil de se achegar)
-Disponível (Estar a serviço)
-Paciente
-Animador
-Unificador (ser ponto de unidade nos momentos de conflito)
-Exemplo (pessoa de fé, bons exemplos)

B) Procure desenvolver atitudes de    -escuta
                                                                -acolhida
                   -de serviço  

C) Procure crescer:
-Tomando consciência da vocação de ser catequista
-Percebendo que é agente de transformação e instrumento na mão de Deus
-Desenvolvendo os próprios dons
-Cultivando a consciência de que foi enviado a uma missão
-Planejando a caminhada catequética na pastoral de conjunto de sua comunidade

5-Responsabilidades na missão
A)Anunciar sempre
B)Animar e organizar a comunidade
C)Alimentar a sua própria fé, dos catequizandos e da comunidade

6-Lugar que ocupam:
A)Desconhecidos: aqueles que não participam do grupo
B) Conhecidos: Aqueles que assumem o planejamento do grupo.


Qualidades de um Bom Catequista
1. O catequista deve ter uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja. Deve testemunhar pela sua vida, o seu compromisso com Cristo, a Igreja e sua comunidade. Deve ser uma pessoa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus.
2. Deve ser uma pessoa integrada na sua comunidade. A catequese, hoje, deve ser comunitária.
3. O Catequista precisa ter uma consciência crítica diante dos fatos e dos acontecimentos. Deve levar a comunidade à reflexão sobre a sua realidade, à luz da Palavra de Deus.
4. Ter sempre uma atitude de animador. Saber ouvir e dialogar, caminhando junto com a comunidade.
5. O catequista deve conhecer a fundo a mensagem que vai transmitir. Deve conhecer a Bíblia e saber interpretá-la; deve saber ligar a vida à Palavra de Deus e vice-versa.
6. O catequista precisa ter também certas qualidades "humanas":
         - ser uma pessoa psicologicamente equilibrada;
         - saber trabalhar em equipe, ter uma certa liderança e ser criativo;
         - ser uma pessoa responsável e perseverante. Responsabilidade e pontualidade são             necessárias;
         - ter amor aos catequizandos e ter algumas noções de psicologia, didáctica e técnicas de grupo;
         - sentir dentro de si a vocação de catequista.

7. O catequista deve cuidar constantemente da sua formação. Nunca pode dizer que está pronto para sua tarefa. Precisamos de uma formação permanente:
     - através de dias de encontro, reflexão e oração com os catequistas da comunidade;
     - planejando e programando junto com os outros, ajudando-se mutuamente;
     - participando de cursos dentro da própria comunidade ou paróquia, ou fora;
     - lendo bastante, atualizando-se sempre, estudando os documentos da Igreja sobre catequese e outros assuntos atuais;
     - formando o grupo dos catequistas.
8. Outras qualidades:
Ninguém nasce catequista. Aqueles que são chamados a esse serviço tornam-se bons catequistas através da prática, da reflexão, da formação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé.
O catequista exerce um verdadeiro ministério, isto é, um SERVIÇO. E como nos diz o documento Catechesi Tradendae (A Catequese Hoje) a "atividade catequética é uma tarefa verdadeiramente primordial na missão da Igreja".
O catequista não age sozinho, mas em comunhão com a Igreja, com o grupo de catequistas. O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética. É com o grupo que ele revê suas ações, planeja, aprofunda os conteúdos, reza e reflete.
O catequista necessita das seguintes qualidades:
            • Ser uma pessoa com equilíbrio psicológico;
            • Ter capacidade de diálogo, criatividade e iniciativa, saber trabalhar em equipe;
            • Ser perseverante, pontual e responsável;
           • Ser participativo, envolvido nas atividades da paróquia, da comunidade e ter espírito de serviço;
           • Ter vida de oração, leitura e meditação diária da Palavra de Deus;
           • Ter espírito crítico e discernimento diante da realidade;
           • Ser capaz de respeitar a individualidade de cada pessoa.
Isso não significa que exista uma pessoa que tenha todas essas qualidades, mas que devemos procurar desenvolvê-las no nosso dia-a-dia, pois se somos chamados, escolhidos por Jesus, Ele nos dá a graça para alcançá-las."

9. Humildade e Misericórdia
Ninguém sabe tudo. Um catequista soberbo que não está aberto a uma formação continuada, está fora da vida sacramental (liturgia, confissão, etc). Como poderá testemunhar e enfim, convencer os catequizandos do amor de Deus? Humildemente devemos reconhecer as nossas limitações e que devemos estar em constante RENOVAÇÃO. Não se confunda com INOVAÇÃO, ou seja, mudança de métodos ou de imagem. Por exemplo, quando uma pessoa compra uma roupa nova está apenas a inovar o seu aspecto e está APARENTEMENTE bonita más não há mudança real na pessoa que continua a mesma antes da roupa nova. RENOVAR é transformar de dentro para fora, é fazer tudo novo, reestruturado, melhorado.
Para isso, estudo e vivência da Palavra de Deus, dos Sacramentos e da Doutrina da Igreja são fundamentais, para que renovada, a pessoa sempre busque no dia-a-dia viver com ardor e paixão a vocação de catequista, pois nós amamos aquilo que conhecemos. E quando temos um grande amigo, dizemos com as nossas ações o amor que temos por ele. Pergunto: Catequista, tu és meu amigo, amas-me?' Reflita a passagem no Evangelho de João capítulo 21, versículos de 15 a 19.

 

 

 

QUARTA-FEIRA
ORAÇÃO: DIFICULDADES E PISTAS DE SOLUÇÃO

Diante de Deus:
Em síntese: A oração, que é a respiração da alma cristã, encontra entraves, enunciados por um inquérito realizado entre pessoas consagradas a Deus. Tais seriam a dilaceração que sofrem as pessoas ocupadas pelo trabalho, o utilitarismo, a fuga do sacrifício e da renúncia... A tais obstáculos se propõem pistas de solução: o silêncio interior; a guarda dos sentidos externos, a leitura espiritual, a prática da caridade, uma vida disciplinada... O artigo termina apresentando a oração do "pobre João".
* * *
A oração é a grande meta da vida de todo cristão na terra, pois já nos dá o antegozo da vida do céu ou uma crescente união com Deus. Mas, precisamente por ser tão preciosa, encontra vários obstáculos, que suscitam o desânimo de muitas pessoas, mesmo quando consagradas a Deus. Não seja assim! Reflitamos sobre o problema.

1. Que é a oração?
Podemos com simplicidade definir a oração como elevação da alma a Deus. É o contato das nossas mais nobres faculdades com o mais nobre de todos os seres, que é Deus. É portanto algo de muito valioso.

São quatro as finalidades dessa elevação da mente:
a) Adoração: sim, a primeira atitude do orante há de ser adorar a Deus como Soberano Senhor. Isto não requer longo discurso, mas implica que nos prostremos interiormente diante de Sua Majestade num silêncio reverente. O silêncio é eloqüente para Deus; significa que a criatura reconhece não poder enquadrar sua intuição mística no comum da linguagem humana. Daí a renúncia a falar na presença de Deus.

b) Ação de graças. Eis a segunda atitude do orante. É um olhar para Deus como Sumo Bem, que nos concede suas graças,... graças que podem não corresponder às nossas expectativas, mas certamente são regidas pela Providência Divina. Agradeçamos o dom do tempo, moratória dada à nossa conversão, pois esta é a graça básica... Agradeçamos também o pouco ou muito de saúde que Ele nos dá, os talentos, as cruzes...

c) Expiação: tendo olhado para Deus em adoração e ação de graças, olhamos para nós, filhos do Pai, peregrinos que se destinam à Casa do Pai. E verificamos que o pecado nos dificulta a caminhada. Daí o repúdio do pecado e o pedido de perdão que ele inspira. Pensamos também no pecado do mundo, com o qual somos solidários nessa atitude de expiação.

d) Súplica. Já que somos viandantes que tendem à meta final, pedimos ao Pai o viático ou o pão da caminhada, isto é, todas as graças de que necessitamos para chegar certeiramente à consumação. - A oração de súplica é a que mais espontaneamente brota do coração humano, mas não deve ser a primeira; é função do nosso olhar de complacência e amor para Deus.
Assim concebida, a oração encontra dificuldades. Examinemo-Ias

2. As Dificuldades
Um inquérito realizado na França sobre os obstáculos à vida de oração registrou seis principais dificuldades:

a) As distrações. Este é o obstáculo clássico, que já Santa Teresa de Ávila[1] denunciava. Incute o desânimo a muitos que desejam orar. Todavia é de notar que as distrações só impedem a oração quando aceitas ou quando há consentimento. Pode alguém passar quinze minutos tentando rezar e, para tanto, tentando combater as distrações...; embora se sinta frustrado, esteja certo de haver rezado, pois terá feito um continuo ato de fé, muito significativo aos olhos do Senhor. Vale aqui aplicar o princípio de São Bernardo: "Procurar a perfeição já é perfeição"; donde "procurar rezar já é rezar". Importa não capitular, mas perseverar na busca de Deus.

b) Vida trepidante, que não favorece o recolhimento. Muitos são dilacerados por diversas ocupações, que provocam nervosismo e dispersão da mente. - Daí resulta a necessidade de distensão, que raramente é procurada no silêncio e recolhimento; procura-se, antes outro tipo de distração, a tal ponto que vários católicos dizem não ter disposição nem mesmo para participar da S. Missa no domingo, "tão cansados estão...''!

c) A educação moderna... Menospreza a disciplina, o esforço pessoal. A filosofia discretamente freudiana que inspira muitos educadores é contrária à repressão dos impulsos instintivos, repressão que poderia ocasionar neuroses. Ora quem aceita tais premissas, facilmente se entregará a certo comodismo ou mesmo ao hedonismo, fugindo da mortificação ou da ascese... Sem ascese, porém, não há mística ou não há vida de oração. A autêntica educação não pode deixar de recomendar enfaticamente o autocontrole, que vem a ser uma forma de penitência, indispensável à formação da personalidade e à dimensão do cristão.
d) Humanismo horizontal, que dá certa preeminência aos valores humanos ou à realização de potencialidades meramente naturais. O Transcendental é deixado na penumbra, pois implica ultrapassar-se a si mesmo. Assim se extingue a vida de oração.

e) Pragmatismo, utilitarismo... Dão a impressão de que o trabalho vale mais do que a oração; esta seria uma perda de tempo. Compreende-se que a criatividade empolgue a pessoa que trabalha, levando-a a valorizar mais o visível do que o Invisível. Principalmente o sucesso obceca e faz perder o gosto da oração. - Pode-se dizer que, em tais casos falta o senso de Deus; a fé está enfraquecida e lânguida.

f) Intelectualismo... Há pessoas que se acostumam a tratar com idéias mais do que com Alguém. Funcionam muito com o intelecto e pouco ou insuficientemente com o coração. Para tais pessoas, Deus não pode aparecer como o grande Tu ou o grande Interlocutor.

Feito este balanço do problema, perguntamos:
 3. Que fazer? Há pistas de solução?
A luta do cristão em prol da sua vida de oração encontra valiosos recursos nos seis seguintes itens:

a) Pedir o dom da oração. Existe graciosa parábola em Lc 11,11-13, em que Jesus nos diz: se o pai da terra não nega ao filho a sua merenda (pão, peixe, ovo), muito menos o Pai do céu negará o Espírito Santo àqueles que lho pedem. O primeiro objeto de nossas súplicas deve ser o dom da oração, o dom de saber e poder orar... Em tudo o primado é de Deus ou da graça; portanto também na vida de oração o primado é da graça de Deus, graça que podemos obter mediante a própria oração. "Senhor, ensina-nos a orar!", pediam os Apóstolos ao Senhor ao verem-no voltar do seu habitual colóquio com o Pai. Repitamos freqüentemente a jaculatória: "Senhor, ensina-nos a orar!"

b) Docilidade ao Espírito Santo. É Ele o Mestre interior, que geme em nós com gemidos inenarráveis (cf. Rm 8, 26). Requer-se generosidade para corresponder aos impulsos do Espírito, que nos querem levar a maior perfeição. São Paulo recomenda: "Não entristeçais o Espírito Santo de Deus" (Ef 4, 30). Com outras palavras ainda: é preciso fugir de todo pecado (leve que seja), e de toda imperfeição voluntária, criando assim afinidade ou conaturalidade com Deus. Pode-se crer que cada um reza como vive. Se se fecha a Deus na sua conduta de vida, não poderá encontrar facilidade para se encontrar com Ele na oração.
c) Disciplina de vida e ascese. Pouco se fala de ascese, em nome de uma visão humanista ou naturalista da pessoa humana. Ora é mister lembrar que em todos nós existe o velho homem com suas concupiscências (cf. Ef 4, 22-24), que é entrave à formação da nova criatura em cada cristão. A mortificação começa pelas coisas mais simples, como são a guarda dos sentidos (olhos, ouvidos, imaginação, memória) e o cultivo da taciturnidade tanto exterior como interior. Este é um ponto pouco enfatizado: o silêncio ou o recolhimento interior, que evita devaneios inúteis.

d) Amor ao próximo... A dedicação aos irmãos é muito importante, pois, como diz São João, como pode amar a Deus, que ele não vê aquele que não ama o próximo, que ele vê? (cf. 1Jo 4, 20). É muitas vezes nas pequenas encruzilhadas de cada dia que se vai fortalecendo o amor ao semelhante, penhor de mais íntima familiaridade com Deus.

e) Leitura. O contato com a Palavra de Deus enriquece a mente e habilita-a a um colóquio mais saboroso com Deus. Daí a recomendação de bons livros, como são os do Novo Testamento (aos quais se seguirão os do Antigo Testamento), as obras dos Padres da Igreja (traduzidas para o português pela Paulus Editora) e o Catecismo da Igreja Católica (particularmente o Livro IV). Ninguém ama o que não conhece, e tanto mais amará o que melhor conhece.

f) Recomenda-se um método de oração para coibir a dispersão e as distrações. O método monástico por excelência é a Lectio Divina, explanada por valiosas publicações existentes nas livrarias católicas. - Quem não consegue concentrar-se para orar, recorra a um livro, como diz Santa Teresa ter feito durante muito tempo.
É oportuno também que o orante católico se acostume a rezar a Liturgia das Horas, ao menos em parte. Isto requer o estudo do Ofício Divino, dos Salmos..., mas pode ser efetuado com proveito mesmo por quem só tenha em seu favor o grande desejo de se encontrar com Deus; Ele não deixa de responder a toda santa aspiração de seus fiéis.

À priori de conclusão, seja citado o Catecismo da Igreja Católica numa de suas belas passagens sobre a oração:

"'Se conhecesses o dom de Deus' (Jo 4, 10). A maravilha da oração se revela justamente ai; à beira dos poços aonde vamos procurar nossa água; é aí que Cristo vem ao encontro de todo ser humano, é o primeiro a nos procurar e é Ele que pede de beber. Jesus tem sede, seu pedido vem das profundezas de Deus que nos deseja. A oração, quer saibamos ou não, é o encontro entre a sede de Deus e a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede dele" (nº 2560).

Como Apêndice ilustrativo, seja transcrita a seguinte poesia de autor desconhecido:
O POBRE JOÃO
João, acabrunhado por aborrecimentos e carregado de miséria,
Jamais se queixava, mas, com semblante humilde e suave,
Ia à igreja e, como única oração,
Repetia: "Senhor, eis aqui João diante de Vós!"
O Senhor parecia nem o ver nem o ouvir,
De modo que a carga de sua vida se tornava cada vez mais pesada.
João, porém, cada vez que um novo golpe o surpreendia,
Fazia-se menor, já que Deus parecia mais surdo.
João morreu e, ao subir para a cidade celestial,
No limiar do paraíso pôs-se de joelhos
E, com a mesma voz confiante e modesta,
Repetia: "Senhor, eis aqui João diante de Vós!"...
Dessa vez, porém, viu abrir-se a augusta porta
E os anjos virem ao seu encontro.
Aos pés do Eterno levaram o justo
E Deus lhe disse: "Diante de João eis-me aqui para sempre!"

Esta poesia nos diz que mesmo a oração sem palavras, na impossibilidade de um discurso, é válida. A fé de quem fica em silêncio fala eloqüentemente a Deus, a tal ponto que os antigos diziam: "Tibi silentium laus, Para Ti o silêncio é louvor". A perseverança tenaz de quem tem sede de Deus, será um dia recompensada.
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Nota:
[1] "Muitas vezes Deus permite que securas e maus pensamentos nos persigam e aflijam, sem que os possamos lançar para longe de nós. Permite mesmo, algumas vezes, sermos mordidos, para que aprendamos a nos guardar melhor no futuro e para provarmos que deveras nos pesa ter ofendido a Deus. / Não desanimeis, portanto, quando vos acontecer cair. Nem deixeis de querer ir adiante. Dessa mesma queda tirará Deus vosso bem... Ainda que não houvesse outro meio de enxergarmos a nossa miséria, o combate renhido, que forçosamente travamos para de novo nos recolhermos bastaria para reconhecermos o grande mal que nos faz o costume de andar dissipadas" (Castelo Interior ou Moradas 1, 8s).

A quem Ensinar? O que Ensinar? Como Ensinar?

“ Qualquer atividade pastoral que não conte para a sua realização, com pessoas realmente formadas e preparadas, coloca em risco a sua qualidade” ( DGC 243).
Faz-se necessário que o catequista, além da formação doutrinal busque conhecer as características do desenvolvimento da criança e do adolescente (psicopedagogia); noções de didática e planejamento; como evangelizar através da música e de histórias; como usar atividades diversificadas de forma catequética; etc.

Algumas das Fases do Desenvolvimento da Criança:
De 0 a 06 anos:
• Apaixonado por tudo o que o cerca;
• Voltado para si mesmo;
• Aprende de forma concreta (vendo, apalpando e ouvindo...).

De 07 a 09 anos:
• Abertura para o grupo;
• Relacionamento pessoal mais amplo.

De 09 a 14 anos:
• Volta –se para o mundo exterior;
• Mundo da lei;
• Pressão do grupo;

Adolescência:
•  Passagem do pensamento abstrato para o lógico-concreto;
•  Alargamento dos interesses, desejo de conhecer, compreender, discutir os problemas e encontrar soluções para os mesmos;
•  A concepção de Deus vai se concretizando cada vez mais: Deus é alguém que é diversidade e mistério, presença interior e amigo fiel
•  Ruptura com o passado;
•  Desejo de se afirmar;
•  Capacidade de admiração e contemplação;
•  Desejo de tudo conhecer conferir a seu modo;
•  Imensa afetividade;
•  Necessidade de atividade;
•  Sonhos e idealismo;
•  Necessidade de grande número de amizades;
•  Espírito de imitação.

 

 

 

 

 

 

 


QUINTA-FEIRA

Dimensões da Formação do Catequista

SER – È a dimensão mais profunda. Refere – se ao cristão em casa, na escola, no trabalho, no mundo. É ser presença de Deus para os outros.
SABER – O catequista precisa conhecer o que transmite (Sagrada Escritura, doutrina da Igreja,...) e a quem transmite (características da faixa etária, realidade social,...).
SABER FAZER – Trata-se de como transmitir (noções de didática, psicopedagogia. DGL238).

Estrutura de Encontros

Alguns aspectos são fundamentais na organização de qualquer encontro:
1º Objetivo a Ser Atingido – Diante do tema a ser trabalhado devemos estabelecer um objetivo a ser atingido; algum ensinamento, atitude e /ou comportamento ao qual a criança/grupo devem chegar.

2º Ambiente Alegre e Acolhedor - Incluir sempre dinâmicas, músicas e atividades que promovam integração.

3º Planejamento de Todas as Atividades de Acordo com o Tema Central- Todas as partes do encontro (músicas, dinâmicas, histórias, versículos a serem guardados, atividade prática, oração, teatro, etc.) precisam girar em torno do tema a ser trabalhado e devem estar encadeadas entre si.

4º Tempo de Duração – Estar atento ao tempo de duração do encontro, para que as atividades sejam bem distribuídas.

5º Organização e Preparação do Material Necessário – Separar e preparar com antecedência o material a ser utilizado durante os encontros.
6º Avaliação - Ao final do encontro, torna-se necessário avaliar  se o objetivo foi atingido, se a mensagem foi bem compreendida; se as atividades e o material foram adequados; se o tempo foi bem utilizado... Tal avaliação será muito importante para a melhor organização do próximo encontro.

Acolhida – É hora de entrar no terreno. É hora de sentir-se amado, querido, importante; do “Que bom, que bom que você veio!” Precisa ser sempre alegre, repleto de beijos e abraços, como quando recebemos os amigos.
Deve ser festiva com músicas que tragam gestos e animação.
É importante que os catequizandos se cumprimentem uns aos outros; que verifiquem quem está ausente, que haja manifestação da falta que fazem aqueles que não compareceram. Afinal de contas já formamos uma comunidade! Comunidade de Jesus! E lembramos bem do que diz o nosso Mestre: “Assim é a vontade do Pai celeste, que não se perca um só destes pequeninos.” ( Mt 18,14). Cada um é muito importante!

A Oração Inicial deve ser parte integrante da acolhida; onde agradecemos a Deus a presença de cada um e paramos para acolher, em especial, a Sua própria presença; convidando-o a permanecer conosco durante todo o encontro. Uma oração simples, direta e objetiva; sem brigas pelo silêncio absoluto. É preciso que o catequista reze de fato. Sua atenção a Deus precisa ser maior do que a preocupação com o silêncio de todos. Rezamos também, a oração que Jesus nos ensinou (Pai Nosso).
Lembre-se, dependendo de como se sente acolhida é que a criança deixará, ou não, alguém “pisar” no solo do seu coração!

Partindo do Concreto – É a hora de preparar o terreno. Observando as características da faixa etária e seguindo o exemplo de Jesus, que, para falar do Reino se utilizou da pesca, da rede, do fermento, da lâmpada, etc, todo encontro deve partir  da experiência, do entendimento de algo concreto,que possa ajudar a criança a compreender, em seguida, o abstrato. Experiência concreta significa que a criança precisa ver, ouvir, tocar, entender como funciona, falar etc. Pode ser através de um teatro de fantoches, de uma brincadeira, uma história bem contada e dramatizada, de um desafio a ser resolvido, do funcionamento de um aparelho, de um objeto, de uma reportagem de jornal ou revista etc. A experiência concreta deve estar, intimamente relacionada ao tema principal do encontro; aquilo que se almeja  como principal ensinamento do dia e se quer que fique guardado no coração.
A Chave - É a hora de cavar um buraquinho.Lembremos que a curiosidade é uma das marcas de quase todas as faixas etária! Trata de uma frase; uma pergunta lançada, cuja resposta estará na Palavra de Deus a ser lida. Despertada a dúvida ou a (curiosidade), esta será saciada  pela Palavra de Deus. Jesus costumava fazer isto muitas vezes, lembra? “ Quem dizem os homens que eu sou?” ( Mt 16,13): “Qual destes foi o próximo que caiu nas mãos dos ladrões?” (Lc 10,36);’A que direi que é semelhante o Reino de Deus?  (Lc 13,20).
Depois de termos partido do concreto, lançamos para a criança uma dúvida ou uma pergunta e apresentamos o livro (Bíblia) onde iremos encontrar a resposta. A resposta na verdade, é aquele versículo, previamente escolhido, que gostaríamos que ela guardasse no coração. Lembre-se: a pergunta servirá como um “abrir caminhos” para a Palavra de Deus.

Semeando a Palavra- Desenvolvimento do Tema: É a tão esperada hora de plantar a semente! É ela que contém tudo o que os catequizandos precisam saber e viver. Não pode ser jogada de qualquer jeito, mas...com todo carinho, respeitando os limites de compreensão de cada catequizando.
É importante que dependendo da faixa etária, seja apresentada de forma ilustrada (em quadrinhos, dramatizada etc). Tudo para que possa haver uma melhor compreensão. Quando não se tratar de uma passagem bíblica que conte uma história completa ( Zaqueu, Jesus encontrado no templo, Filho Pródigo, Ovelha perdida, etc), devem ser tomados no máximo 2 ou 3 versículos, sendo traduzidas, sem distorção de sentido, as palavras mais difíceis.
É a hora de trabalhar mais claramente o tema do encontro. Tema, que na verdade, já vem sendo trabalhado desde do início nas músicas, na experiência concreta, no versículo escolhido...
Lembre-se: Quando o semeador saiu a semear, a semente era a Palavra (cf. Mc 4,14). A Palavra de Deus é viva e eficaz (Hb. 4,12 a), não volta sem ter produzido o seu efeito ( Is 55, 11b). Então, o que é que a criança precisa levar no coração? A Palavra.

Experimentando por Meio da Oração - É a hora de regar a semente. É o pedido a Deus, com músicas, desenhos, gestos, atitudes, dinâmicas, etc..., uma experiência daquilo que a Palavra anunciou; do tema trabalhado. No início as pequenas orações devem ser conduzidas, até que as crianças se sintam à vontade e comecem a fazer orações espontâneas. É a hora do Espírito Santo! É a hora em que falamos com Deus, através do verso de uma música, do oferecimento de um desenho ou de um gesto concreto. Algo que realmente faça sentido, que nos toque.
Lembre-se: Disse o apóstolo Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas foi Deus quem deu o crescimento.”(I Co 3,6). Apresentar, elevar os catequizandos a este diálogo direto com Deus é fundamental.

Atividade Prática - É hora de abrir caminho para os frutos.
Atividade que permita de forma bem dinâmica e participativa, que o catequizando perceba que o que foi ensinado precisa ser vivido com os colegas, com a família, na escola, onde for. Tais atividades podem ser modelagens, recorte e colagem, desenho, ensaio de dramatizações ou músicas a serem apresentadas, construção de murais, maquetes, dinâmicas ou jogos, etc.
Lembre-se: O importante é participar e perceber que, cada vez que aprendemos algo com Jesus, uma atitude precisa ser tomada!

Guardando na Memória - Trata-se de uma frase conclusiva. Uma frase que traduza aquilo de mais importante sobre o encontro e que precisa ser guardado, ou seja, que fique no coração. Esta frase pode ser parte de um dos versículos lidos, o verso de uma música, parte da oração feita ou, sobre tudo, a conclusão a que um dos catequizandos chegou.
Com o tempo, esta frase deve ser escrita numa tira de papel e levada para casa, onde poderá ser colocada na porta da geladeira e, assim, evangelizar toda a família.
Lembre-se: A evangelização da criança precisa ser cultivada pela família, porém muitas vezes, a evangelização da família começa pela criança. É preciso levar sempre algo para casa.
Encerramento - A despedida também precisa ser alegre, com música e oração simples, de preferência já decorada (Ave Maria, Santo Anjo...), pois a esta altura torna-se mais difícil obter silencio e concentração.
Lembre-se: Se você lhe disser que conta com ela na próxima semana e que foi muito bom ter tido a sua companhia, a criança poderá voltar para casa mais feliz.


SEXTA-FEIRA

QUESTÕES PRÁTICAS

Sugestões de Atividades

MÚSICA E EXPRESÃO CORPORAL
Anima; promove integração; acalma; leva a oração; ensina; ajuda a fixar um tema trabalhado...
• Os cantos e gestos devem ser adequados a faixa etária;
• Pensar em formas variadas e facilitadoras para o ensino de cantos e gestos;
• Não repetir músicas à exaustão e procurar variar o repertório.

HISTÓRIAS E PARÁBOLAS
Ilustra; abre o entendimento; fixa o ensinamento; prende a atenção; leva a reflexão...
• Escolha compatível a faia etária e ao tema (tempo de duração, nº de personagens, complexidade...);
• Ler com antecedência; de preferência memorizar. Prever pausas, perguntas, suspense, etc.
Usar recursos variados: ilustração, dramatização, cantos, gestos, interatividade.

BRINCADEIRAS
Diverte; promove integração; ensina valores; ajuda a fixar um tema trabalhado...
• Inventadas ou, já conhecidas e adaptadas;
• Não devem promover exclusões ou rivalidades;
• Cuidado para que não haja desrespeito aos objetos e conceitos Sagrados.

TRABALHOS MANUAIS
 Ilustra, reforça o ensino; da oportunidade de expressão; concentra a atenção; serve como lembrança...
• Escolha compatível à faixa etária e ao tema (tempo de duração, complexidade...);
• Podemos usar: origami, massinha, recorte e colagem, sucata, pintura, desenho, confecção coletiva de cartaz e murais para exposição.

DRAMATIZAÇÃO
Ilustra, abre o entendimento; fixa o ensino; prende a atenção; leva a reflexão e a participação...
• Tipos: tradicional, fantoche, mímica e etc.
• Desde pequenas encenações só para o grupo até as mais elaboradas para os pais/comunidade.
• Criatividade e simplicidade para as caracterizações e cenários.

CELEBRAÇÕES
Incentiva a oração; cultiva a espiritualidade; promove a unidade.
• Usar diferentes formas de levar o catequizando a oração.
• Valorizar atos litúrgicos e a vida dos Santos.Terços e novenas inclusive nas casas.
• Podem ser usados: símbolos, figuras, imagens, cantos, gestos, desenhos, escrita...
• Podem ser celebrações religiosas e celebrações da vida (aniversariante do mês, dia dos pais, dia das mães, avós, das crianças, restabelecimento de alguém que estava doente...

DINÂMICAS DE GRUPO
Incentiva a participação e a livre expressão, promove a integração, ensina valores, ajuda a fixar um tema trabalhado...
• Instruir previamente sobre a foram de realização da tarefa e, se preciso, informar sobre as regras; Pode ser em duplas ou grupos pequenos.
• Podem ser de várias formas: criar música, desenho, cartaz ou poesia sobre o tema; resolver situações-problema; debater tema e tirar uma conclusão; procurar respostas bíblicas... partilhar a vida,os acontecimentos mais marcantes, as principais manchetes.

RECURSOS AUDIO-VISUAIS
Inovação; diversificação e criatividade.
• Aproveitar fitas inteiras ou pequenos trechos de acordo com o objetivo a ser trabalhado;
• podem ser fitas religiosas ou não, desde que adaptadas ao tema. Cuidado na escolha.
• Atenção: Os recursos nunca  substituirão ou dispensarão a palavra do catequista!

GINCANA/CONCURSOS/EXPOSIÇÕES
- Promove integração e solidariedade. Motiva a participação e atinge a comunidade.
- Desde as mais simples, feitas dentro do encontro até às que envolvem todas as turmas/ Paróquia. Cuidados com disputas e rivalidades!

ATIVIDADES EXTERNAS E APOSTOLADO
- Dinamiza e amplia os horizontes.
- Podem ser passeios recreativos ou catequéticos, terço em praça pública,...
- Podem ser visitas a doentes, orfanatos, asilos...divulgação de atividades da Paróquia; visita aos catequizandos afastados.
“Deus nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de sabedoria” (2Tm 1,7).

 

SUGESTÃO DE ENCONTRO (1)
Objetivo
Despertar a consciência de que, em cada encontro, Jesus nos fará conhecer mais a Deus.
Acolhida
Cartaz bem bonito de Jesus com crianças.
Músicas com gestos: “Eu tenho um amigo que me ama” “Jesus Cristo está passando por aqui”.
Partindo do concreto
Olhos vendados, diante de uma caixa com vários objetos. O catequista pega um dos objetos dando pistas (grande, de madeira, serve para...). Ao acertar, a criança dá a vez para outro.
A chave
Embora nós não possamos ver a Deus, temos alguém que vai nos dar as “pistas” e vai nos ajudar a conhecê–lo melhor. Quem será esta pessoa, que pode nos fazer conhecer a Deus e ao seu amor?
Semeando a Palavra
Resposta João 14,8 – Apresentar a passagem em quadrinhos ou de forma dramatizada e enfatizando o desejo de conhecer o Pai (Deus) e a resposta (Só Jesus pode nos fazer conhecer  a Deus).
Experimentando Através da Oração
Música: “Fica comigo, Jesus, Tua Presença é Paz... é luz... Senhor, Tua presença é amor. Cantar com as mãos no coração pedindo paz; sabedoria (para aprender o que é bom) e amor. Primeiro, para si, depois, para sua casa.
Atividade Prática
Fazer um lembrete bem enfeitado, com o dia e a hora dos encontros da catequese, pois neles Jesus vai nos ajudar a conhecer a Deus. Colar num imã e pedir que o entreguem aos pais, para que coloquem na geladeira. O imã também servira para prender a frase do dia.

Guardando
“Fica comigo, Jesus.” Ou “Eu quero conhecer Jesus.”
Encerramento
Todos rezam juntos a oração do Pai Nosso, pedindo que Jesus passe pelas suas casas.
Em formato de trem cantam a música “Jesus Cristo está passando por aqui”


SUGESTÃO DE ENCONTRO (2)

Objetivo
Despertar na criança a consciência de que ela é conhecida e amada por Deus, pois Ele a criou.
Acolhida
Música com gestos: Quem fez? Não há Deus maior! Etc.Oração Inicial.
Partindo do concreto
Passeio em volta do local, pedindo que observem toda a natureza (céu, sol, nuvens, chuva, plantas, animais...)
         -Apresentar um grande painel em branco e várias figuras, já recortadas, para serem aplicadas por cada criança no painel. (Não use figuras de pessoas).
        -Perguntar qual delas seria a mais importante e, por fim, anunciar que a mais importante não está no painel, mas na sala, falando o nome de cada criança.
A chave
Por que será que tudo o que Deus criou, as pessoas (cada um de nós) são as mais importantes?
Semeando a Palavra
Resposta: Gn 2,4-5. Porque para o homem e para a mulher, para cada um de nós, Deus quis dar a sua própria Vida. Assim como soprou a vida no boneco de barro, Ele quer soprar seu Espírito em cada um de nós, para experimentarmos aquilo que Ele experimenta: paz, amor, alegria, bondade.
Mostrar um boneco de papel bem fino ou algum tipo de boneco inflável. Soprar sobre o boneco, fazendo-o balançar, mostrando a diferença entre antes e depois do assopro. Assim somos nós: ganhamos a vida de Deus.
Experimentando Orando
Retomar a música Quem fez? Ressaltar os versos: Deus me fez pra me amar e deus me fez pra te amar. Ou, cantar “ Vem, Espírito Santo”. Agradecer a vida e o amor e pedir que saibamos amar aos outros.
Atividade Prática
Fazer/ recortar 2 bonecos de papel para cada criança, um para ser afixado no papel junto com a frase “Sopra em mim, Senhor o teu amor” ou “Deus me criou para amar”; o outro para ser levado para casa entregue a alguém da família com a mesma mensagem. Este último poderá ficar na porta da geladeira durante a semana. O boneco pode ser feito com aplicações de papéis coloridos no lugar das roupas; lã nos cabelos, etc.
Guardando
“ Deus ama e me criou para amar” ou “ Sopra em mim, Senhor, o teu amor”.
Encerramento
Todos rezam juntos o Pai Nosso pedindo que possam voltar para casa cheios de paz e amor.
Canto: Eu tenho paz como um rio, ou alguma música de paz.

Como educador da fé dos seus irmãos, o catequista é devedor a todos do Evangelho que anuncia, ao mesmo tempo em que se deixa educar pela fé e pelo testemunho daqueles que catequizam.

 

FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS
1° TEMA: BÍBLIA

1) O QUE É A BÍBLIA
 Os cristãos colocaram o fundamento de sua fé na revelação de Deus ao antigo Povo hebraico. Esta revelação teve plenitude em Jesus Cristo. Esta grande experiência histórico religiosa se encontra no Livro da Bíblia. Mas, a bíblia é mais do que um livro, ela é uma coleção de Livros. Bíblia é uma palavra grega, é substantivo plural, que quer dizer: Livros. Ela contém 73 livros; 46 são do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento.

2) PARTES DA BÍBLIA
 Antigo Testamento: fala da história do povo que Deus escolheu para fazer com Ele uma aliança, antes do nascimento de Jesus. É composto por 46 livros. Que mostram como surgiu esse povo , como viveu na escravidão no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais foram as relações com os outros povos e nações, como organizou suas leis e viveu sua religião. Apresenta seus: costumes, cultura, conflitos derrotas e esperanças.
 Mostra como esse povo se comportou em relação à Aliança com Javé, o seu Deus, e qual foi o Projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo que se chamava, povo de Israel.
Assim ele é para nós como um documento de fé para conhecer melhor a deus e tudo aquilo que Ele falou e fez pela humanidade, é importante lembrar que o AT é um documento antigo que relata a Antiga aliança.
 Novo Testamento: foi escrito depois da ressurreição, para compreendê-lo é necessário saber se o povo de Israel foi fiel ou não ao projeto de Deus e como Deus agiu no meio dele. O N.T. apresenta Encarnação de Jesus, na terra concreta do povo de Israel. Jesus assumiu sua história, suas contradições, sua cultura sua religião e o compromisso de realizar o projeto do Pai. Apresenta também, a experiência e a reflexão religiosa dos primeiros cristãos.
 Com a vinda de Jesus realiza-se um Testamento Novo, uma Nova Aliança, um encontro definitivo com Deus. Por isso, tudo que Jesus disse, fez e tudo o que foi proclamado sobre Ele pelos apóstolos e discípulos, estão no documento de nossa fé o - Novo Testamento.
 Estas partes da Bíblia têm o nome de TESTAMENTO (palavra latina: “Testamentum”) que significa documento importante, como aquele testamento que os pais fazem para seus filhos, no coso de uma herança.
Assim o Testamento na Bíblia, relembra a Aliança feita entre Deus e o povo, começada por Moisés no Sinai, confirmada e aprofundada ao longo de toda a história deste povo escolhido.

3) QUANDO FOI ESCRITA A BÍBLIA?
A Bíblia não foi escrita de um dia para o outro, alguns dos fatos foram escritos 100 anos depois que as coisas aconteceram, outros 200 anos depois, e até 500 anos depois de terem acontecidos, por isso, é que a Bíblia levou 11 séculos (1.100 anos) para ser escrita.
É bom lembrar que a Palavra de Deus foi, em primeiro lugar, vivida pelo povo de Deus. Durante foi falada e recordada muitas vezes no meio do povo, em rodas de conversa, no meio das famílias, e só depois foi escrita. O povo se esforçava para colocar Deus na vida, organizando a vida pessoal e social de acordo com a justiça.
Os livros da Bíblia não foram escritos na ordem em que estão. Por exemplo: o Gênesis que conta a criação, é o primeiro livro da Bíblia, mas o primeiro a ser escrito foi o Livro dos Juízes que apareceu pelo ano 100 a.C. quando Salomão era rei. Depois do Egito surge o Pentateuco ( os cinco primeiros Livros da Bíblia). Os livros do N.Testamento Foram escritos depois da morte de Cristo. O Apocalipse foi o ultimo, pelo ano de 100 depois de Cristo.
Para o povo daquela época não havia diferença entre dizer ou escrever, o importante era transmitir aos outros a mensagem de uma nova consciência comunitária, nascida a partir da experiência com Deus. Contando os fatos mais importantes do passado.
Como hoje nós decoramos as letras dos cânticos, assim eles decoravam e transmitiam as histórias, as leis, as profecias, os salmos, os provérbios e tantas coisas que , depois foram escritas na Bíblia.
A maior preocupação do povo era de contar sua experiência para não esquecer os fatos de sua história. Assim a memória mantinha-se viva e, para que ela não se apagasse, começar a registra-la por escrito.
Podemos dizer que a Bíblia saiu da memória do povo. Nasceu da preocupação de não esquecer o passado. A Bíblia começou a ser escrita em torno do ano 1.250 a.C., e o ponto final foi colocado 100 anos depois do nascimento de Jesus.
Quando os livros da Bíblia foram escritos, não eram divididos em capítulos e versículos, a divisão em capítulos aconteceu pelo ano 1.214 feita pelo inglês Estevão Langton, arcebispo de Cantuári, e a divisão em versículos foi feita em 1.527, pelo dominicano Pagnini. A Bíblia foi impressa pela primeira vez, em latim, no ano 1.527 depois de Cristo.

4) ONDE FOI ESCRITA A BÍBLIA?
Ela foi escrita em lugares diferentes, a maior parte foi na Palestina, onde o Povo vivia, por onde Jesus andou e nasceu a Igreja.
Algumas partes do AT foram escritas na Babilônia, onde o povo viveu no cativeiro, 600 anos a.C.,. Outras foram escritas no Egito para onde o povo emigrou depois do cativeiro. O NT foi escrito na Síria, na Ásia Menor, na Grécia e na Itália, onde havia muitas comunidades, fundadas pelo Apóstolo Paulo. Nesses povos existiam diferença de costumes, de cultura, de religião, de situação econômica, social e política. Tudo isto deixou marcas na Bíblia e teve influencia na maneira dela nos apresentar a mensagem de Deus.


5) QUEM ESCREVEU A BÍBLIA?
Não foi uma única pessoa que escreveu a Bíblia, foram diversos autores. Deus se serviu de diversos tipos de pessoas para escreve-la: homens , mulheres, jovens, mães de família, reis, doutores, pastores, e mesmo operários de varias profissões. Gente instruída que sabia ler e escrever e pessoas simples que só sabiam contar as histórias. Gente viajada e gente que nunca saiu de casa: sacerdotes e profetas. Gente de todas classes, todos convertidos a unidos na mesma preocupação de construir um povo irmão, onde reinasse a fé, a justiça, a fraternidade, a felicidade, a Deus e onde não houvesse opressor, nem oprimido. Eles escreveram por inspiração de Deus, isto não quer dizer que Deus foi ditando, lá do céu e eles foram escrevendo.
“Para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-se de homens na posso das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e através deles, escrevessem, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele próprio quisesse”.(DV 11)-(CIC 106)
Eles escreveram os acontecimentos do povo de Deus, mas nem todos os acontecimentos foram escritos; apenas foram escritos os fatos mais importantes da grande história do povo de Deus.
O modo de falar da Bíblia é o mesmo modo de falar da época em que cada livro foi escrito. Isto é importante conhecer e considerar para que não fiquemos presos aos símbolos e aos sinais que são usados na Bíblia.
“Para descobrir a intenção dos autores sagrados, é preciso ter em conta as condições do seu tempo e da sua cultura, os gêneros literários em uso naquela época, os modos de sentir e narrar correntes naquela época. Porque a verdade é proposta e expressa de modos diversos quando se trata de gêneros históricos, proféticos, poéticos ou outros” (DV 12,2)-(CIC 110).
Às vezes, não é fácil compreender o que está escrito porque a linguagem é diferente da nossa. Muitas vezes, não entendemos palavras usadas por nossos avós, 50 anos atrás. então, o que dizer das palavras que foram escritas a mais de 2.000 anos?
A fé do antigo povo e dos cristãos reconhece que a Bíblia foi escrita por homens que sentiram a inspiração de Deus e colocaram a seu serviço a inteligência e o conhecimento que tinham da vida e da história do povo, a sensibilidade humana, sua fantasia e reflexão. Eram homens que receberam a inspiração de Deus. “Toda escritura é divinamente inspirada”. (2Tm 3,16-17).
Por essa razão pode-se dizer que a Bíblia é obra de Deus, é o livro de Deus, mas também é livro da fé da vida de um povo.
A Bíblia é a Palavra de Deus em forma humana (1 Ts 2,13). Para os cristãos a Bíblia é o livro mais importante dentre os milhões de livros já escritos até hoje.

6) EM QUE LÍNGUA A BÍBLIA FOI ESCRITA? Parei Aqui no 1º encontro
A Bíblia foi escrita em três línguas diferentes: hebraico, aramaico e grego. O hebraico sempre foi a língua sagrada, todo menino israelita deveria estudá-la. A língua familiar dos hebreus era o aramaico, a língua que falava Abraão, esta língua foi falada por eles até a entrada na terra de Canaã, pois lá o povo teve que aprender o hebraico.
Traduções: a Bíblia foi traduzida para ser compreendida, como o hebraico era muito difícil e não era a língua falada pelo povo, logo surgiram as traduções gregas. A mais famosa tradução foi a “Setenta” feita por setenta sábios, pelo ano 250 a.C., em Alexandria. Quando foi feita, foram acrescentados sete livros que não constavam da Bíblia hebraica.
Há uma diferença entre a Bíblia dos católicos e a dos protestantes.
Os protestantes ficaram com a hebraica, que tem 7 livros a menos. Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, 1 e 2 Macabeus, parte do livro de Daniel e Ester.

 


Vejamos a seqüência dos livros da Bíblia:

ANTIGO TESTAMENTO

Pentateuco: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.
Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, 1-2 Samuel, 1-2 Reis, 1-2 Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, 1-2 Macabeus.
Livros Sapienciais: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.
Livros Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

NOVO TESTAMENTO

Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas, João.
Atos dos Apóstolos: Atos.
Outras cartas: Tiago, 1-2 Pedro, 1-2-3 João, Judas, Hebreus.
Cartas de São Paulo: Romanos, 1-2 Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1-2 Tessalonicenses, 1-2 Timóteo, Tito, Filemon.
Apocalipse: Apocalipse de são João.
Os católicos seguiram o exemplo dos apóstolos, ficando com a tradução grega do setenta. A tradução para o Latim foi feita por são Jerônimo, no terceiro século d.C., e esta tradução se chama “Vulgata” ou popular. Hoje ela está traduzida nas principais línguas de todos os povos e as traduções populares crescem dia-a-dia.

7) PARA QUÊ A BÍBLIA FOI ESCRITA?
Ela foi escrita para manter o povo na caminhada. E são estas as três coisas que animam o povo a caminhar: contar o passado, anunciar o futuro, mostrar o presente.

Contar o passado: nós não nos esquecemos do passado de nossa vida, ficamos corajosos quando sentimos que fomos ajudados a vencer na vida. Assim também o povo da Bíblia, olhando as coisas que Deus tinha feito para ele no passado se animava para caminhar. Os livros que falam do passado do povo de Israel chamam-se:
Pentateuco: (Lei ou Torá) são os primeiros cinco livros da Bíblia: Gênesis (origem da vida e da história do povo no Egito), Êxodo(Saída do Egito), Levítico(formação de um povo santo e instruções para o culto), Números(a caminho da terra prometida) e Deuteronômio(segunda Lei - projeto de uma nova sociedade).
Livros Históricos: Josué, Juízes, Rute, Samuel 1-2, Reis1-2, Crônicas 1-2, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, Macabeus 1-2. São 16 os livros históricos.

Anunciar o futuro: ficamos animados quando olhamos para as possibilidades que temos no futuro. Nasce em nós a esperança, a força e a coragem.
Assim, o povo de Deus se animava a caminhar em frente quando eram colocadas, pelos profetas as promessas feitas por Deus para o futuro.
Os livros que falam do futuro do povo de Israel se chamam Livros Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruc, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. São 18 os livros proféticos.

Mostrar o presente: ficamos felizes quando sentimos que Deus caminhou conosco na nossa vida presente e com nossos problemas. Assim aconteceu com povo da Bíblia quando começou a caminhar com Deus. olhava não só passado, mas também o presente, buscando soluções para os seus problemas.
Tudo isso está escrito nos Livros Sapienciais: Jô, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos cânticos, Sabedoria e Eclesiástico. São 7 os livros Sapienciais.
“Tendo Deus falado outrora muitas vezes e de muitas maneiras pelos profetas, agora falou-nos nestes últimos tempos pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo e por quem igualmente criou o mundo”. (Hb 1,1-2) ou (Rm 15,4).
Assim, tanto no passado, no presente ou no futuro, mensagem da Bíblia perdura nos tempos.
O centro da história é Cristo: A estrada do AT por onde o povo de Deus passou, chegou a ao seu ponto final na ressurreição de Cristo. Por isso é preciso conhecer o AT e o NT que nos ensinam a caminhar e viver a Libertação em Cristo Jesus.
O plano de salvação, proposto por Deus foi se realizando através de vários séculos e finalmente anunciado como a Boa Nova - o Evangelho dirigido a toda a humanidade. “Os evangelhos são o coração de todas as Escrituras, enquanto são o principal testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador”. (DV 18)-(CIC 125).
Jesus anuncia o amor gratuito de Deus a todas as pessoas. É o encontramos no NT principalmente nos 4 evangelistas: Mateus, Marcos Lucas e João.
Neles encontramos os traços principais da vida de Jesus de Nazaré. Vida humilde, simples, como de tantas pessoas do seu tempo. Jesus prega a mensagem do amor de Deus Pai por nós, vive nas aldeias e nas cidades da Palestina, cercado por discípulos. Ele é o Messias esperado pelo povo de Israel. Jesus anuncia a salvação que é acolhida por poucos.
Jesus realiza o Reino de Deus através da sua vida que termina com a morte na cruz e ressuscita pelo poder de Deus.
Os apóstolos, tendo feito e experiência de Cristo ressuscitado e com a força do Espírito Santo em Pentecostes, compreendem a missão e anunciam Jesus ressuscitado com fidelidade, alegria, coragem, entregando também suas próprias vidas. Encontramos este relato nos Atos dos Apóstolos.
A rápida expansão da Igreja pelas comunidades primitivas faz amadurecer o AT à luz de Cristo e a necessidade de se escrever as mensagens que Ele nos deixou.
Os livros do NT (cartas de s. Paulo e de outros apóstolos ou discípulos) foram colocados a serviço da vida, da missão e do culto das comunidades, pois a preocupação era para com os problemas, escrevem então, para confortar, ensinar e advertir às comunidades.
Finalmente, encontramos no fim da Bíblia, o Livro do Apocalipse que quer dizer “Revelação”. Este polêmico livro relata nada mais que a resposta de Deus ao povo aflito e perseguido. Foi escrito para ser revelado, isto é, para tirar o véu e, com a luz da fé clarear a situação do povo. Por meio desta “revelação de Jesus”, transmitida por João, Deus revela ao povo seu plano de salvação, Ele vai mudar a situação e libertar o seu povo. Assim, o povo descobre, dentro do acontecimentos da perseguição a Boa nova chegada de Deus que vem para libertar.

 

FORMAÇÃO PARA CATEQUISTAS
2° Parte: Conhecendo a Bíblia

8) Como ler as citações bíblicas?
As citações são assim encontradas na bíblia: Ex. MT 4, 1-5, isto é, Evangelho de São Mateus, capitulo 4, versículos de 1 a 5, Portanto:
# a vírgula (,) separa o capitulo dos versículos.
# o traço (-) liga os versículos intermediários, não necessitando escrever todos os versículos.
Outro Ex. Mc.6, 7-10; 13, 3-8. Neste exemplo usamos:
# ponto e virgula (;) separa capítulos do mesmo Livro e de outros Livros.
Outro Ex. Jo. 2, 3.8. Neste usamos
# ponto (.) depois do versículo 3 o ponto separa versículos de versículos não seguidos. Então lemos Evangelho de São João, capitulo 2 versículos 3 e 8.
Outro Ex. At 2, 4s. O “s” após um número indica a continuação imediata de um ou de outros versículos.
Outro Ex. . 2Cor 7, 8a. As letras “A , B e C” junto ao número de um versículo significam o seguinte : a letra a= significa a primeira parte do versículo ; a letra b= a segunda parte e a letra c= a terceira parte do versículo .

9)COMO LER A BÍBLIA?
É importante saber que o objetivo da Bíblia é :
# Perceber na minha vida , na vida comunidade e da sociedade a presença ou ausência do plano de Deus.
# Sentir que a Bíblia é o instrumento a serviço da vida .
# Interpretar a vida à luz da palavra de Deus .
# Buscar o Deus da Bíblia , que é o Deus da vida .

10) MENSAGEM CENTRAL DA BÍBLIA .

# Deus é Libertador - Todo o AT relata a experiência do povo de Israel como experiência de libertação , de aliança , de compromisso entre Deus e o povo.
# Deus esta sempre com a gente - “Eu estarei sempre contigo”, é um texto repetido várias vezes na Bíblia .
# Deus se revela no grito do oprimido .
# Deus fala pela vida , porque Deus é o Deus da Vida .
# Deus nos convoca para transformar a nossa sociedade , tornando-a mais justa e fraterna . Isto exige de nós uma conversão .
# Jesus Cristo morto e ressuscitado , vivo no meio da comunidade , é o centro da Bíblia.


Como usar a Bíblia na catequese ou na crisma

No uso da Bíblia, situar os grandes momentos da história da Salvação, relacionando-os com a vida. Tornando o texto atraente e vivo.
Deve ser usada como luz para encontrar a verdade; como alimento da fé; como chave para  abrir o coração para acolher os apelos de Deus; como meio que ajuda a ligar vida e fé; como Palavra que questiona e exige mudança, resposta e conversão.
Ao refletir um texto Bíblico em pequenos grupos, colocar o resultado da reflexão no plenário, através de: desenhos, dramatizações, símbolos diversos, paralelos com a própria realidade, porque a Bíblia é concreta e não apenas expositiva.
Provocar a vivência profunda do Projeto de Deus. Fazendo chegar ao coração sua mensagem por dinâmicas conforme a realidade e a faixa etária dos catequizandos ( jogos canções, gincanas, pesquisas, reflexões...).
Imitar a própria pedagogia da Bíblia, começando com a pessoa de Jesus Cristo, seu amor ao Pai e as pessoas.
Como Jesus, que não explicava o texto bíblico, mas ajudava a esclarecer o seu sentido, indo ao essencial do Projeto do Pai, dando coordenadas da leitura e acolhendo as sementes do Verbo que cada catequizando possui.
Provocar a interação FÉ-VIDA para levar os catequizandos à conversão.
Celebrar a Palavra de Deus em dimensão comunitária, celebrando a vida, enfatizando o compromisso com a transformação social.
Fazer sentir que a reflexão bíblica não pode ser neutra. Nunca usar bíblias resumidas, ter cuidado com o uso de “Histórias” Sagradas e “textos” escolhidos que direcionam a palavra de Deus.
Incentivar uma leitura gratuita, isto é, a escuta de Deus para o crescimento pessoal na linha da conversão, reflexão, leitura orante e contemplativa.
Ter sempre em mente a mensagem central da Bíblia.
Levar os catequizandos ao compromisso de manifestar a Palavra pelo anuncio e testemunho, sendo verdadeiros “Ministros da Palavra”.


Desafios ao uso da Bíblia na catequese ou na crisma

a) A falta de objetivos, principalmente na catequese com as crianças, adolescentes e jovens.
b) A falta de preparo bíblico de nossos catequistas. Muitas vezes desconhecem até as citações da Bíblia.
c) Há Movimentos que insistem na leitura fundamentalista da bíblia.
d) Numerosos catequista têm medo da Bíblia, ou menos, não se sentem, suficientemente à vontade com ela, dizendo: “eu não leio a Bíblia porque acho que ela é muito difícil, principalmente o Apocalipse”.
e) Muitos catequistas buscam as “célebres respostas” referentes aos detalhes científicos, culturais, cronológicos e superficiais, como; “se Caim matou Abel, como é que apareceram os demais homens?”
f) Para muitos catequistas é difícil uma leitura que parta da realidade. A situação da vida do povo é sempre a base da leitura Bíblica. Recorrer à Bíblia para iluminar o nosso presente, procurando nela, uma situação semelhante a nossa.
g) Procurar ver que o texto da Bíblia deve ser aprofundado em três ângulos: a Bíblia, a realidade e a comunidade:
# levando em conta a situação do Povo Antigo, no tempo em que foi escrita, para iluminar a situação de hoje;
# lendo, refletindo e rezando a Bíblia em grupos, porque Ela é o Livro da comunidade;
# celebrando, na comunidade, a sua caminhada de lutas, de esperanças e de alegrias.


Vamos refletir  sobre o que aprendemos?
# Para você o que é a Bíblia?
# O que é importante na Bíblia?
#Qual a mensagem principal da Bíblia?
# Onde Deus se revela primeiro: na vida e na história do povo ou nos seus escritos?

 

 

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